O Novo México formalizou uma ação judicial contra a administração Trump nesta quarta-feira (5 de agosto), buscando obter acesso completo aos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein que permanecem censurados pelo Departamento de Justiça norte-americano. A disputa marca um novo capítulo nas tensões entre autoridades estaduais e federais sobre a transparência de investigações envolvendo o falecido traficante sexual.
Segundo a administração estadual, a agência federal vem sistematicamente recusando a entrega integral dos documentos, dificultando significativamente as apurações locais. O Novo México argumenta que necessita dos registros não redigidos para prosseguir com suas investigações independentes sobre as atividades criminosas de Epstein e possíveis conexões com indivíduos que atuam no estado.
A ação judicial representa um confronto direto sobre os limites entre autoridades federais e estaduais no acesso a informações de interesse público. Embora o governo justifique restrições alegando proteção de privacidade e possíveis interferências em investigações em andamento, as autoridades do Novo México contestam que a falta de transparência compromete sua capacidade de responsabilizar potenciais colaboradores.
O caso ocorre em momento de crescente pressão pública e legislativa pela divulgação de documentos relacionados à rede de Epstein, que envolveu numerosas figuras públicas e políticas. A posição adotada pelo Novo México reflete um movimento mais amplo de questionamento sobre os arquivos mantidos em sigilo há anos.
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