O dólar começou a semana em queda nesta segunda-feira, 3 de agosto de 2026, pressionado por dois fatores que mudaram o tom dos mercados: a atuação coordenada de EUA e Japão para conter a fraqueza do iene e o recuo das preocupações com o petróleo. A leitura imediata foi de menor estresse cambial e menor risco inflacionário no radar global.
No caso do Japão, a intervenção em defesa da moeda reforçou a percepção de que autoridades monetárias e fiscais não querem aceitar uma desvalorização mais profunda do iene. Já a trégua no petróleo aliviou a pressão sobre expectativas de inflação, um ponto que vinha sustentando o dólar em meio ao receio de energia mais cara e juros mais altos por mais tempo.
Para o mercado cripto, esse ambiente costuma ser relevante. Quando o dólar perde fôlego e o apetite por risco melhora, bitcoin e demais ativos digitais tendem a encontrar suporte, sobretudo se os rendimentos dos Treasuries também desacelerarem. O efeito, porém, não é automático: movimentos de intervenção cambial podem aumentar a volatilidade no curto prazo e provocar correções técnicas em várias classes de ativos.
No pano de fundo, o mercado segue olhando para a combinação de política monetária, câmbio e energia como as principais variáveis para os próximos pregões. Se o alívio no petróleo se mantiver e o dólar continuar menos pressionado, o fluxo pode favorecer uma reprecificação mais construtiva para ativos sensíveis a liquidez e risco, como as criptomoedas.
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