Além da Chardonnay: 6 uvas brancas que os sommeliers recomendam conhecer. Sommeliers indicam seis variedades menos conhecidas que produzem vinhos cheios de personalidade The post Além da Chardonnay: 6 uvas brancas que os sommeliers recomendam conhecer appeared first on Seu Dinheiro.
O que aconteceu
Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Grigio ou Moscato – dessas, você com certeza já ouviu falar.
Mas, entre as uvas usadas em vinhos brancos, existem por todo o mundo tantas outras variedades além das mais conhecidas, é claro.
Sommeliers, amigos do Seu Dinheiro, contam suas favoritas quando questionados sobre uvas brancas fora do óbvio É o caso da Fiano, casta autóctone do sul da Itália, ou da Arinto, muito conhecida em Portugal, mas que ainda aparece pouco por aqui.
Por que importa
Os números em evidência (R$ 129,, R$ 285,30,, R$ 179,, R$ 413,38,, R$ 113,52,) ajudam a medir o impacto no dia a dia de empresas e leitores de Mercado financeiro e investimentos.
Consequência prática
Essas são apenas algumas das indicações que pedimos para amigos sommeliers, que nos contaram suas favoritas quando questionados sobre uvas brancas fora do óbvio.
A seguir, um roteiro por regiões, sabores e rótulos para fugir do convencional na hora de provar a sua próxima taça de vinho branco.
Arinto Arinto A sommelier Elaine de Oliveira escolhe a Arinto, uva branca portuguesa nascida em Bucelas, na região vitivinícola de Lisboa.
Ela gosta de contar que a casta já dava as caras desde 1594, quando mencionada em Henrique VI, do célebre William Shakespeare.
Mas o que realmente a conquistou foi outra coisa.
“Ela tem complexidade sem parecer complicada.
É porque ela tem uma acidez muito alta, que faz os vinhos de Arinto durarem muito tempo e envelhecerem muito bem”, explica.
Para ela, a mineralidade é outro ponto que conta a favor da uva.
Jovem, a Arinto costuma trazer limão-siciliano, laranja e flor branca; com o tempo de garrafa, ganha mel, frutos secos e um toque de amêndoas, com acidez viva e final longo, explica Oliveira.
A uva já se espalhou por quase todo Portugal e começa a aparecer em vinhedos brasileiros, mas é em Bucelas, garante a sommelier, que ela ainda mostra sua versão mais autêntica.
Para conhecer a casta, Elaine recomenda o Página Arinto Óbidos DOC, da Casa Romana Vinie (preço sob consulta), e o Bucellas Arinto DOC, da Caves Velhas (R$ 129, na Famiglia Valduga), elaborado em tanques de inox para preservar o frescor da fruta.
“Não poderia deixar de indicar um vinho feito na terra natal dessa uva, ali mesmo em Bucelas”, afirma.
Outra indicação é o Quinta Dona Maria Arinto, do lendário enólogo Júlio Bastos (R$ 285,30, na Vino Veritas), que passa seis meses em barricas de carvalho francês na Quinta do Carmo, propriedade que pertenceu ao Rei D.
João V e foi presenteada à amante Dona Maria, no século 18.
“Pra mim, é uma das vinícolas mais lindas do mundo, não só de Portugal”, finaliza a sommelier.
Fiano di Avellino Fiano Marco Freire, sócio do Empório Matarazzo, indica a Fiano, também conhecida como Fiano di Avellino na região onde ganha mais prestígio.
É uma casta nativa do sul da Itália, com origem que remonta à Roma Antiga e que vive, de acordo com ele, um momento de redescoberta na alta gastronomia.
“Gosto da Fiano porque ela desafia o estereótipo de que brancos do sul da Itália são apenas leves e descompromissados.
Ela é uma uva de imensa personalidade, que combina uma textura untuosa na boca com uma acidez vibrante”, diz, lembrando também de uma qualidade mais difícil de encontrar entre os brancos: a capacidade da Fiano de evoluir bem em garrafa, desenvolvendo notas terciárias ao longo dos anos.
Para harmonizar, ele recomenda risotos de frutos do mar, espaguete ao vôngole e peixes grelhados com ervas.
Se a ideia é uma refeição mais elaborada, carnes brancas com molhos cremosos ou queijos de média cura, como a mozzarella de búfala campana, são as pedidas do sommelier.
Entre as recomendações de Freire está o Monte dei Cocci Fiano IGP (R$ 179, no Empório Matarazzo), da Cantine Girolamo.
“Ele expressa o lado mais vibrante e envolvente da uva, com notas intensas de frutas brancas, um toque floral delicado e uma acidez refrescante que convida ao próximo gole.” O sommelier também indica o Mastroberardino Fiano di Avellino DOCG (R$ 413,38, na Mistral), “um clássico absoluto e histórico da Campânia, focado na mineralidade profunda, notas de avelã tostada e grande potencial de guarda.” Grillo Grillo A Grillo nasceu na Sicília, onde durante muito tempo foi associada à produção do Marsala.
Nos últimos anos, porém, passou a aparecer cada vez mais em vinhos brancos tranquilos, ajudando a consolidar a reputação da ilha também nesse estilo.
E é dessa versatilidade que gosta Diogo Robert, sommelier do restaurante Donna.
“São rótulos leves, equilibrados e versáteis, que agradam em diferentes ocasiões”, conta o profissional.
De acordo com Robert, a variedade costuma originar vinhos de boa acidez, perfil cítrico e mineralidade marcante.
A Sicília é a principal referência da Grillo e, para ele, é onde a uva melhor expressa suas características.
Na harmonização, o sommelier recomenda peixes grelhados, como frutos do mar, por exemplo, além de risoto de limão siciliano e outros pratos leves.
Entre os rótulos que valem uma chance, ele indica Nicosia Grillo (R$ 113,52, na Venga Vino) e Kheirè Grillo Riserva (preço sob consulta).
Glera Glera Muita gente conhece o Prosecco, mas não são todos que sabem que ele é produzido principalmente com a uva Glera.